ÁTOPOS

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Se acreditarem em mim, crendo que a alma é imortal e capaz de suportar todos os males e todos os bens, seguiremos sempre o caminho para o alto, e praticaremos por todas as formas a justiça com sabedoria, a fim de sermos caros a nós mesmos e aos deuses, enquanto permanecermos aqui; e, depois de termos ganho os prémios da justiça, como os vencedores dos jogos que andam em volta a recolher as prendas da multidão, tanto aqui como na viagem de mil anos que descrevemos, havemos de ser felizes.

– Platão, A República (621c-d)

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Átopos (do grego átopos) significa literalmente “sem lugar” ou “fora de lugar”, sendo usado para descrever algo ou alguém estranho, inusitado, extravagante, absurdo ou inclassificável. Na filosofia antiga, átopos era uma palavra usada para caracterizar Sócrates: alguém que, por seu modo de pensar e de questionar, desconcertava os outros e não se encaixava facilmente nas categorias conhecidas. É desse sentido que nasce o Seminário Átopos, um projeto pessoal dedicado à divulgação da cultura filosófica e à criação de cursos. É um espaço virtual para estudar, conversar e pensar.

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Dedica-se atualmente aos estudos da filosofia clássica, principalmente ao pensamento de Platão. Investiga a temas ligados à filosofia, literatura, ética e formação humana. É graduado, especialista e mestre em Filosofia pela UFMA. Além de jornalsita e editor, atua também na divulgação do pensamento filosófico, buscando aproximar o estudo da tradição clássica dos leitores contemporâneos. É ainda pesquisador pelo Núcleo de Estudos Avançados em Filosofia (UEMA). Nascido em Teresina (PI), mora desde a adolescência em São Luís (MA).

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Há cerca de cinco anos, acompanho leitores em encontros individuais de leitura. O trabalho é simples: cada aluno escolhe um texto — geralmente de Filosofia — e, juntos, lemos e conversamos sobre ele ao longo dos encontros. Não há pressa. Não se trata de explicar um livro, cumprir um programa ou acumular referências. Lemos, paramos, voltamos, perguntamos e conversamos. Seguimos assim até o fim do texto e, então, escolhemos outro. Foi depois de uma conversa com uma nova aluna que encontrei, finalmente, um nome para aquilo que venho fazendo: mediação de leitura. É uma atividade modesta e cotidiana. Um leitor, um texto e alguém disposto a acompanhá-lo na leitura. Às vezes, tudo o que precisamos para compreender melhor um livro é de tempo, atenção e uma boa conversa. É um dos meus trabalhos: ser um mediador de leituras. Que tal experimentar? Entre em contato: andrelisboax@gmail.com ou (98) 98147-7944 (Whatsapp).

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